quarta-feira, 16 de novembro de 2022

Mais um poemas pra vocês meus queridos amigos


 

ASAS NOS PÉS


O que penso já não sei

se vou para o norte

se tropeço em minha sombra

ou grito à beira do mar...


Não, não posso dizer que sou livre

nem que minha roupa se destaca

parece que sobre minha cabeça existe uma placa

com dizeres em códices indonésios.


O céu carrega todas as minhas estrelas

e as gaivotas nos ares são altares

e sou apenas a mão que segura a caneta

num universo em que tropeço todas as manhãs bem cedo.


Ser poesia é obrigatoriamente ser poeta

e em minha maleta secreta

meus olhares são sonhos coloridos

uns leões, outros tigres.


Pois a vida é veloz feito raio

e meu canto é um rosário

malha fina que perpassa a alma de todos

e reescreve um mundo novo a cada tempestade

que carece de qualquer vontade ou de um novo amor

que já vem com data de validade vencida.


(Autoria: poeta Júlio Dalvorine)

País: Brasil

Imagem meramente ilustrativa do Pinterest

segunda-feira, 31 de outubro de 2022

Olá meus queridos amigos vamos a mais um poema?

 


CAMINHADA


Eu penso que devemos gritar sempre:

Viva a paz!!!

A caminhada é difícil pois

nunca fora fácil o caminho do bem.


Mas a humanidade é uma bênção

e o mundo é maravilhoso:

basta seguirmos juntos,

um ajudando o outro!


Olha àquela árvore florida no monte

e aquele animalzinho que na verde relva se esconde.

Olha que céu tão lindo e formoso

e aquela cachoeira que desaba umedecendo a grande floresta.


Estamos a caminho...

E quando alguém na multidão se sentir triste e sozinho,

que possa encontrar na fortaleza de todos

a graça de muitos corações recheados de carinho.


(Autoria: poeta Júlio Dalvorine)

Todos os direitos autorais reservados

País: Brasil

quarta-feira, 19 de outubro de 2022

Saudações a todos e sejam bem vindos. Vamos a mais um poema?

 


ALGUÉM QUE NÃO SABIA SABER O QUE SE SOUBERA


Eu quero cantar

todas as coisas belas da natureza:

margarida, roseira, magnólia,

avenca, jasmim, amoreira...


Arco-íris, pedras preciosas,

rios que percorrem a terra inteira,

oceanos e mares azuis-turquesa

florestas e cachoeiras.


Montanhas que beiram às nuvens

campinas que de longe seduzem

nascentes que descem pelas pedras

planaltos e titânicas fortalezas.


Colibri, canário, pássaro-preto,

cegonha, jacaré, lagarto e raposa

jiboia, cobra-coral, arvoredo

onça pintada, lobo, lontra e bicho da seda...


Já me perdi e confesso que não consigo

registrar tudo que propus lá em cima no começo,

pois sou poeta de rima e peso

e mesmo com todo meu desejo reconheço,

que quem sabe de tudo é só Deus!


(Autoria: poeta Júlio Dalvorine)

Todos os direitos autorais

País: Brasil

Imagem meramente ilustrativa do Pinterest

segunda-feira, 17 de outubro de 2022

Olá meus queridos e queridas. Vamos a mais um poema?

 



JOVEM CAMPONESA


Como posso fingir que não percebo

Toda graça, delicadeza e jeito

Quando passa por mim cheirando a rosa

Essa linda e formosa camponesa.


Tudo fica mais colorido e o sol

Parece saltar fazendo gracejo

O céu mais azul ao vento sobeja

E as nuvens deslizam em caracol.


Fico à distância, não ouso contato

É bela demais, meu Deus quase santa!

Tenho desejo e a saudade não passa.


Morena faceira quem dera um beijo,

Mas o que fazer se sou vergonhoso

Também desgostoso longe de Márcia.


(Autoria: Júlio Dalvorine)

Todos os direitos autorais reservados

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segunda-feira, 10 de outubro de 2022

Saudações de paz meus queridos amigos. Vamos a mais um poema?

 


DESEJO DE DESEJAR


A fumaça do tempo

embriaga minhas lembranças.

O infinito se derrama para além de mim

bafejando novas galáxias.


Algo me chama, convida-me.

Ousadamente conhece o meu íntimo.

Que mistério pode haver antes de qualquer coisa?

Penso e, pensando me aborreço.


Mas é lindo o surgir das novidades,

tesouros dos sonhos bem guardados.

De minha janela imagino tudo que posso,

e o que não posso também imagino sossegado.


Bela e graciosa liberdade

minha prisão é a vontade.

O desejo de desejar o infinito que não me cabe.

De minha janela sou o único

que não sabe, saber o que se sabe.

De minha janela esquadrinho tudo que minha vista alcança,

e o que não alcanço completo com minha loucura tão sábia.


É a hora, e a hora é de contemplação.

Singular vastidão com rosto de espaço.

Em meus sonhos transcendo em versos

tudo que não conseguem físicos e matemáticos.

E no fim de tudo há uma nova canção

que já é velha para o coração que se mantem fechado.


(Autoria: poeta Júlio Dalvorine)

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