quarta-feira, 20 de outubro de 2021

Olá pessoal, espero que esteja tudo bem com vocês. Segue a baixo mais um de meus poemas:

 

                                                                    Poeta Júlio Dalvorine


EM MEIO A NATUREZA


Na vida simples do campo

há um cheiro de relva fresca e a distância que faz sonhar.

A terra pura debulha-se em baixo dos pés da gente.


Na linha do horizonte um azul quase sumido

engole todo o universo desconhecido e irmão.

Tudo é diferente quando estamos frente a frente com a natureza.


Que perfume bom vem dos frondosos sassafrases.

Há em minha volta milhares de pássaros coloridos

e outras tantas espécies de animais que chego a não conhecer.


Escolho um barranco para me encostar e descansar um pouco

e parece que ouço a voz do vento a me dizer sonoro e rouco,

coisas engraçadas e secretas de outras pessoas, outros mundos.


Não sei explicar direito muito bem o que sinto,

é um encontro de comigo para comigo.

É um voltar a infância e não precisar saber de todas as coisas.


Da vontade de voar, de ser um pouco de tudo que existe.

E lá vou eu à beira da floresta com grotas, palmeiras e mosquitos.

E minha avó sai da cova com seu vestido cheio de velhas lendas.


Mas não é coisa de dar medo,

é mais um gostoso segredo da natureza que me preenche por dentro

e faz com que eu esqueça de mim e me torne um dia inteiro de sol, calmo e feliz.


(Autoria: poeta Júlio Dalvorine) 



domingo, 10 de outubro de 2021

O abismo das coisas - Poema de autoria do poeta Júlio Dalvorine

Fragmento do livro:("O SEXTO SENTIDO" de autoria de Richet 1850-1935

 


         " O mundo real emite vibrações em torno de nós. Algumas são percebidas pelos nossos sentidos; outras, não perceptíveis a nossos sentidos, são apanhadas pelos nossos aparelhos de física; mas há ainda outras, não recebidas pelos nossos sentidos nem pelos nossos aparelhos de física, que agem sobre certas inteligências humanas, revelando-lhes  fragmentos da realidade.

        Certamente ainda existem outras, que nem nossos sentidos, nem nossos aparelhos de física, nem nenhum sexto sentido são, nem serão, capazes de receber."

 

quarta-feira, 6 de outubro de 2021

A FLOR DO MEU JARDIM

 



A FLOR DO MEU JARDIM


Procurei sob o luar dourado

a flor do meu jardim.

Vaguei por montanhas

enfrentei perigos cruéis na alma.


Visitei cavernas assombradas,

tive sonhos e premonições

de que talvez num prado distante e encantado,

eu encontrasse a flor do meu jardim.


Visitei no céu as estrelas

e almocei na casa do sol.

Fiz promessas e chorou meu coração

ao ver que não encontrava a flor do meu jardim.


O mar apagou com suas ondas

os rastros que deixei para trás.

Desesperado procurei pelo mundo inteiro apavorado

a flor do meu jardim.


Até que adormeci na cama dos séculos

e vieram outras estações sobre mim.

Um leve toque apalpou meu rosto e qual não fora minha surpresa ao perceber

que tudo que eu conhecia de beleza, era a flor do meu jardim!


(Autoria: poeta Júlio Dalvorine

Imagem meramente ilustrativa do Pinterest