segunda-feira, 10 de outubro de 2022

Saudações de paz meus queridos amigos. Vamos a mais um poema?

 


DESEJO DE DESEJAR


A fumaça do tempo

embriaga minhas lembranças.

O infinito se derrama para além de mim

bafejando novas galáxias.


Algo me chama, convida-me.

Ousadamente conhece o meu íntimo.

Que mistério pode haver antes de qualquer coisa?

Penso e, pensando me aborreço.


Mas é lindo o surgir das novidades,

tesouros dos sonhos bem guardados.

De minha janela imagino tudo que posso,

e o que não posso também imagino sossegado.


Bela e graciosa liberdade

minha prisão é a vontade.

O desejo de desejar o infinito que não me cabe.

De minha janela sou o único

que não sabe, saber o que se sabe.

De minha janela esquadrinho tudo que minha vista alcança,

e o que não alcanço completo com minha loucura tão sábia.


É a hora, e a hora é de contemplação.

Singular vastidão com rosto de espaço.

Em meus sonhos transcendo em versos

tudo que não conseguem físicos e matemáticos.

E no fim de tudo há uma nova canção

que já é velha para o coração que se mantem fechado.


(Autoria: poeta Júlio Dalvorine)

Imagem meramente ilustrativa do Pinterest

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