terça-feira, 30 de agosto de 2022

A ARTE DE NÃO SABER O QUE SE SABE- Poema de autoria de Júlio Dalvorine

 

A  ARTE DE NÃO SABER O QUE SE SABE


Toco na face do mundo

rabisco um destino diverso

emolduro galáxias distantes...


Dirá minha consciência, que desconheço

todo e qualquer lugar que não visitei.

E novamente poderei maliciosamente rir

de tudo que não conquistei.


Sabe-se-lá meu amigo, o que seja ser alguma coisa.

Sabe-se-lá meu inimigo qual a causa do meu sorriso indigesto e nervoso.


Meu olhar adora olhar às estrelas

e sou repetição de alguma ação que costura meus beijos ainda não nascidos.


Cometa canhestro de outros paraísos.

O ontem do hoje que nenhum amanhã fluirá.

E vou compor este poema para provar que sou

sol, lua e mar; e que na distância dos polos descansa o abismo do pensar de todas as pessoas.


No mais, tudo que antes era nunca mais será.

Fumaça e vento, temperamento, arte de brincar.

Choveu ouro nas rimas do velho arvoredo a balançar,

e quando faço segredo é porque não o soube revelar.

E tudo descansa quando me esqueço de sonhar e me transformo 

em lágrimas quando o vento sopra, vadio e brincalhão, do alto de uma torre que não sabe se acabar,

pois que nunca existiu nem nunca existirá.


A pedra esfolou os pés dos camponeses madrigais

e nenhum tempo haverá que não tenha conserto

se novamente no revirar dos joelhos sebentos

outros tantos desejos sob às plagas que vejo

de outras formas que o ser pequeno, humano e mortal

se pode pensar nas lâminas dos múltiplos

espelhos que sabe não saber haver tempo algum

em nenhum lugar que se não possa chegar sem

antes plenamente se conhecer como algo

sentenciado a ser novo o tempo inteiro.


(Autoria: Júlio Dalvorine)

País: Brasil

Imagem meramente ilustrativa do Pinterest



 

terça-feira, 23 de agosto de 2022

Olá meus amigos, sou o poeta Júlio Dalvorine e poetei mais este poema autoral pra vocês. Grande abraço a todos!

 



MÃE NATUREZA


Árvores majestosas na linda floresta

cipós parasitas com flores na testa

cantigas de fadas, bailado de folhas

uivados de lobos no alto da serra.


Animais que se escondem, filhote brincalhão

o sol causa sombra na malha do chão

e as Ninfas delicadas se banhando no riacho

que encanto ver tais Musas de cabelos cacheados.


As árvores falam, conversam umas com as outras

seus troncos robustos são torres e pontes

e as Devas dos ares comandam os ventos

e outros seres sagrados fazem crescer os rebentos.


Magia esplendorosa, suprema natureza

dos contos de fadas saem belas surpresas

e os dias e as noites acontecem sempre e sempre

e quanto mais se aprende, outros saberes vem de repente.


(Autoria: Julio Cesar da Costa-pseudônimo literário: Júlio Dalvorine)

Imagem meramente ilustrativa do Pinterest