quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

Bom dia pessoal! Vamos a mais um lindo poema?:

 

NAS ASAS DO AMOR


O amor veio como uma pomba branca sobre minha vida

e eu não o compreendi;

deixei de acariciar seu lindo rosto,

e meus poemas não serviram para nada.


Você simplesmente desejava ser amada

e eu perdido na complexidade da vida

achava que poderia esquecer você;

quão grande fora o meu erro sobre as leis do amor.


Apesar de toda sua beleza e majestade

o amor não ensina como agradá-lo,

suas asas o levam mais alto que as nuvens,

e nós, os apaixonados, ficamos todos cegos.


Você não pedia muito, apenas queria ser amada,

me olhava da maneira mais sincera,

mas no meu egoísmo sentia-me dono de você,

não percebia que você também tinha suas próprias asas.


Hoje quando recordo nós dois,

sinto que a eternidade é a morada do amor,

e que por mais que o tempo tenha passado

ainda percebo o chilrear do voo do amor a minha volta.


Nasci poeta é bem verdade,

mas de que me valeu os encantos da poesia,

se toda essa bela arte não fez com que eu me esquecesse de você;

se ao menos tivesse ouvido a verdade nas crateras do meu coração.


Se ao menos tivesse percebido que devemos viver o presente

e que teria sido importante conquistar você todos os dias,

pois o amor se não conquistado vai embora de repente,

e ficamos na miséria humana sofrendo pelo que deixamos de viver.


Autoria: poeta Júlio Dalvorine

terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

Poeta Júlio Dalvorine publica mais um de seus poemas no canal MUNDO CULTURAL

 

CAMINHADA  ESPIRITUAL


Corre por mim dentro uma eterna criança,

que vive a brincar com meus sentimentos.

E minhas ânsias são rios partidos,

que se ofendem quando faço o que quero.


Tenho dores nos glóbulos vermelhos do sangue,

e, pelos nervos, qualquer coisa me ofende.

Se me olho no espelho algo me surpreende,

nos bigodes que não tenho desde sempre.


Faço versos como quem faz a própria vida,

e nos sonhos não me encontro em mim mesmo.

A taça derramada por vezes colorida,

é a chuva ácida que despenteia o meu céu adormecido.


União... fogo fátuo... raios e trovões,

tenho medo de errar quando prometo...

Se houvesse temporais e primaveras,

se houvesse quem soubesse todos os segredos.


Abriu-se a arca inviolável dos mistérios,

tropeçou a caminhada sem direção...


Autoria: poeta Júlio Dalvorine

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

Bom dia a todos, sou o poeta Júlio Dalvorine e convido a todos a visitar o meu blog, pois sempre temos novidades legais

 

ALQUIMIA PESSOAL


Paro numa esquina e procuro a mim mesmo noutros lugares.

Sinto-me sem pensar a mim mesmo,

tenho desejos de desejar nenhum sabor.

De meus olhos caem pontes e torres,

e de meus lábios o silêncio cresce até os céus.


Várias formas retorcidas se dividem em mim,

e sou o último a pisar na esquina das lembranças.

O livro de poemas sorri em meu universo secreto,

feito tempestade que molha a todos só não molha a mim.


Sou o tempo de dizer e de calar qualquer coisa,

se desmontando em fatias ao sul de minha inconsciência.

E todo o meu conhecer é a causa da minha ignorância,

na escada corroída da minha consciência.


Sou parte de tudo e tudo por mim passa,

projetando minha existência para elém de mim,

logo eu que não me conheci antes de mim,

nem alcancei a forma de ser outra pessoa.


Autoria: poeta Júlio Dalvorine