NAS ASAS DO AMOR
O amor veio como uma pomba branca sobre minha vida
e eu não o compreendi;
deixei de acariciar seu lindo rosto,
e meus poemas não serviram para nada.
Você simplesmente desejava ser amada
e eu perdido na complexidade da vida
achava que poderia esquecer você;
quão grande fora o meu erro sobre as leis do amor.
Apesar de toda sua beleza e majestade
o amor não ensina como agradá-lo,
suas asas o levam mais alto que as nuvens,
e nós, os apaixonados, ficamos todos cegos.
Você não pedia muito, apenas queria ser amada,
me olhava da maneira mais sincera,
mas no meu egoísmo sentia-me dono de você,
não percebia que você também tinha suas próprias asas.
Hoje quando recordo nós dois,
sinto que a eternidade é a morada do amor,
e que por mais que o tempo tenha passado
ainda percebo o chilrear do voo do amor a minha volta.
Nasci poeta é bem verdade,
mas de que me valeu os encantos da poesia,
se toda essa bela arte não fez com que eu me esquecesse de você;
se ao menos tivesse ouvido a verdade nas crateras do meu coração.
Se ao menos tivesse percebido que devemos viver o presente
e que teria sido importante conquistar você todos os dias,
pois o amor se não conquistado vai embora de repente,
e ficamos na miséria humana sofrendo pelo que deixamos de viver.
Autoria: poeta Júlio Dalvorine


