CAMINHADA ESPIRITUAL
Corre por mim dentro uma eterna criança,
que vive a brincar com meus sentimentos.
E minhas ânsias são rios partidos,
que se ofendem quando faço o que quero.
Tenho dores nos glóbulos vermelhos do sangue,
e, pelos nervos, qualquer coisa me ofende.
Se me olho no espelho algo me surpreende,
nos bigodes que não tenho desde sempre.
Faço versos como quem faz a própria vida,
e nos sonhos não me encontro em mim mesmo.
A taça derramada por vezes colorida,
é a chuva ácida que despenteia o meu céu adormecido.
União... fogo fátuo... raios e trovões,
tenho medo de errar quando prometo...
Se houvesse temporais e primaveras,
se houvesse quem soubesse todos os segredos.
Abriu-se a arca inviolável dos mistérios,
tropeçou a caminhada sem direção...
Autoria: poeta Júlio Dalvorine

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