quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

Bom dia pessoal! Vamos a mais um lindo poema?:

 

NAS ASAS DO AMOR


O amor veio como uma pomba branca sobre minha vida

e eu não o compreendi;

deixei de acariciar seu lindo rosto,

e meus poemas não serviram para nada.


Você simplesmente desejava ser amada

e eu perdido na complexidade da vida

achava que poderia esquecer você;

quão grande fora o meu erro sobre as leis do amor.


Apesar de toda sua beleza e majestade

o amor não ensina como agradá-lo,

suas asas o levam mais alto que as nuvens,

e nós, os apaixonados, ficamos todos cegos.


Você não pedia muito, apenas queria ser amada,

me olhava da maneira mais sincera,

mas no meu egoísmo sentia-me dono de você,

não percebia que você também tinha suas próprias asas.


Hoje quando recordo nós dois,

sinto que a eternidade é a morada do amor,

e que por mais que o tempo tenha passado

ainda percebo o chilrear do voo do amor a minha volta.


Nasci poeta é bem verdade,

mas de que me valeu os encantos da poesia,

se toda essa bela arte não fez com que eu me esquecesse de você;

se ao menos tivesse ouvido a verdade nas crateras do meu coração.


Se ao menos tivesse percebido que devemos viver o presente

e que teria sido importante conquistar você todos os dias,

pois o amor se não conquistado vai embora de repente,

e ficamos na miséria humana sofrendo pelo que deixamos de viver.


Autoria: poeta Júlio Dalvorine

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