Espalhar, fomentar e desenvolver a cultura. Seja por meio da poesia, música, show, documentário. Enfim, levar a arte do espírito a todos no mundo inteiro.
domingo, 31 de janeiro de 2021
sábado, 30 de janeiro de 2021
sexta-feira, 29 de janeiro de 2021
quinta-feira, 28 de janeiro de 2021
Olá, saudações a todos. Sou o poeta Júlio Dalvorine e estou muito feliz em partilhar com vocês mais um de meus poemas.
COLAR INTERGALÁCTICO
O grande, o imenso, o supremo divisível,
grade eletrônica no corpo do infinito;
o inverso de alguma coisa expansiva,
fino ornamento, o todo empírico.
Deslizar de ondas pelo espaço,
isotrópicos argumentos nucleares;
dilatação e compressão de cristais,
alguma coisa do futuro produz um acontecimento do passado.
Fórmula para um fóton:
relações de Plank, Einstein e Broglie,
metade avançada e metade retardada,
pois, se existe uma onda ela propaga-se.
Um elemento para todas as causas,
e a existência inteira num ponto de luz.
Meu olhar perdendo-se na imensidão que sempre surje,
e o coração batendo mais acelerado.
Calamidade, efeito colateral de uma reação,
colar intergaláctico no busto do céu;
carrossel de luzes no infinito, leque e orbitais,
vidas existindo nos longínquos sistemas siderais.
Dilema para quem sonda fazendo cálculos ousados,
sobressaltos de crianças no destino;
desalinhos fronteirissos comunicativos misturados,
belo sorriso nos sensores espaciais conectados.
Via Láctea distanciando um ponto,
cabeleira estelar de nobre realeza realçada;
novos sóis colorindo planetas alinhados e distantes,
todos os tempos fatiados e juntos em volta dos átomos.
Autoria: poeta Júlio Dalvorine
quarta-feira, 27 de janeiro de 2021
Olá visitantes, bom dia! Sou o poeta Júlio Dalvorine e espero que todos vocês curtam este poema.
UNIDADE DIVERSA
O mundo começando numa vontade,
um giro eletrônico e tudo está feito;
e cada ser carrega em si todo o universo,
e todo o universo sempre será uma única partícula.
Grande poeira cósmica no infinito
e um fóton em vários infinitos;
mão alquímica de velhos sábios,
contando a dedo o que não pode ser contado.
Sim e não o tempo todo a volta de tudo,
e o cálice imenso refletindo galáxias,
sombra e luz existindo eternamente lado a lado,
começo e fim derramados em pacotes finitos de dados.
Tempestade de lembrança e vontade,
registos do que fora em algum tempo;
um ponto inteligente antes de tudo existir,
braço entrecortado carregando a beleza de todas as auroras.
Linha entre o mortal e o divino,
distância das distâncias, vazio poético;
livro escrito com o fogo sagrado da beleza,
olhar na curvatura dos sonhos incompreendidos.
Corpo imenso de asteróides romantizados,
o todo cravejado nos olhos inocentes de uma criança.
A suavidade de uma flor pequena e distinta,
o cosmos de joelhos diante de outro céu estrelado.
Autoria: Júlio Dalvorine
