quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

Olá, saudações a todos. Sou o poeta Júlio Dalvorine e estou muito feliz em partilhar com vocês mais um de meus poemas.

 

COLAR INTERGALÁCTICO


O grande, o imenso, o supremo divisível,

grade eletrônica no corpo do infinito;

o inverso de alguma coisa expansiva,

fino ornamento, o todo empírico.


Deslizar de ondas pelo espaço,

isotrópicos argumentos nucleares;

dilatação e compressão de cristais,

alguma coisa do futuro produz um acontecimento do passado.


Fórmula para um fóton:

relações de Plank, Einstein e Broglie,

metade avançada e metade retardada,

pois, se existe uma onda ela propaga-se.


Um elemento para todas as causas,

e a existência inteira num ponto de luz.

Meu olhar perdendo-se na imensidão que sempre surje,

e o coração batendo mais acelerado.


Calamidade, efeito colateral de uma reação,

colar intergaláctico no busto do céu;

carrossel de luzes no infinito, leque e orbitais,

vidas existindo nos longínquos sistemas siderais.


Dilema para quem sonda fazendo cálculos ousados,

sobressaltos de crianças no destino;

desalinhos fronteirissos comunicativos misturados,

belo sorriso nos sensores espaciais conectados.


Via Láctea distanciando um ponto,

cabeleira estelar de nobre realeza realçada;

novos sóis colorindo planetas alinhados e distantes,

todos os tempos fatiados e juntos em volta dos átomos.


Autoria: poeta Júlio Dalvorine   


quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Olá visitantes, bom dia! Sou o poeta Júlio Dalvorine e espero que todos vocês curtam este poema.

 UNIDADE DIVERSA


O mundo começando numa vontade,

um giro eletrônico e tudo está feito;

e cada ser carrega em si todo o universo,

e todo o universo sempre será uma única partícula.


Grande poeira cósmica no infinito

e um fóton em vários infinitos;

mão alquímica de velhos sábios,

contando a dedo o que não pode ser contado.


Sim e não o tempo todo a volta de tudo,

e o cálice imenso refletindo galáxias,

sombra e luz existindo eternamente lado a lado,

começo e fim derramados em pacotes finitos de dados.


Tempestade de lembrança e vontade,

registos do que fora em algum tempo;

um ponto inteligente antes de tudo existir,

braço entrecortado carregando a beleza de todas as auroras.


Linha entre o mortal e o divino,

distância das distâncias, vazio poético;

livro escrito com o fogo sagrado da beleza,

olhar na curvatura dos sonhos incompreendidos.


Corpo imenso de asteróides romantizados,

o todo cravejado nos olhos inocentes de uma criança.

A suavidade de uma flor pequena e distinta,

o cosmos de joelhos diante de outro céu estrelado.


Autoria: Júlio Dalvorine