COLAR INTERGALÁCTICO
O grande, o imenso, o supremo divisível,
grade eletrônica no corpo do infinito;
o inverso de alguma coisa expansiva,
fino ornamento, o todo empírico.
Deslizar de ondas pelo espaço,
isotrópicos argumentos nucleares;
dilatação e compressão de cristais,
alguma coisa do futuro produz um acontecimento do passado.
Fórmula para um fóton:
relações de Plank, Einstein e Broglie,
metade avançada e metade retardada,
pois, se existe uma onda ela propaga-se.
Um elemento para todas as causas,
e a existência inteira num ponto de luz.
Meu olhar perdendo-se na imensidão que sempre surje,
e o coração batendo mais acelerado.
Calamidade, efeito colateral de uma reação,
colar intergaláctico no busto do céu;
carrossel de luzes no infinito, leque e orbitais,
vidas existindo nos longínquos sistemas siderais.
Dilema para quem sonda fazendo cálculos ousados,
sobressaltos de crianças no destino;
desalinhos fronteirissos comunicativos misturados,
belo sorriso nos sensores espaciais conectados.
Via Láctea distanciando um ponto,
cabeleira estelar de nobre realeza realçada;
novos sóis colorindo planetas alinhados e distantes,
todos os tempos fatiados e juntos em volta dos átomos.
Autoria: poeta Júlio Dalvorine

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