UNIDADE DIVERSA
O mundo começando numa vontade,
um giro eletrônico e tudo está feito;
e cada ser carrega em si todo o universo,
e todo o universo sempre será uma única partícula.
Grande poeira cósmica no infinito
e um fóton em vários infinitos;
mão alquímica de velhos sábios,
contando a dedo o que não pode ser contado.
Sim e não o tempo todo a volta de tudo,
e o cálice imenso refletindo galáxias,
sombra e luz existindo eternamente lado a lado,
começo e fim derramados em pacotes finitos de dados.
Tempestade de lembrança e vontade,
registos do que fora em algum tempo;
um ponto inteligente antes de tudo existir,
braço entrecortado carregando a beleza de todas as auroras.
Linha entre o mortal e o divino,
distância das distâncias, vazio poético;
livro escrito com o fogo sagrado da beleza,
olhar na curvatura dos sonhos incompreendidos.
Corpo imenso de asteróides romantizados,
o todo cravejado nos olhos inocentes de uma criança.
A suavidade de uma flor pequena e distinta,
o cosmos de joelhos diante de outro céu estrelado.
Autoria: Júlio Dalvorine
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