quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Olá visitantes, bom dia! Sou o poeta Júlio Dalvorine e espero que todos vocês curtam este poema.

 UNIDADE DIVERSA


O mundo começando numa vontade,

um giro eletrônico e tudo está feito;

e cada ser carrega em si todo o universo,

e todo o universo sempre será uma única partícula.


Grande poeira cósmica no infinito

e um fóton em vários infinitos;

mão alquímica de velhos sábios,

contando a dedo o que não pode ser contado.


Sim e não o tempo todo a volta de tudo,

e o cálice imenso refletindo galáxias,

sombra e luz existindo eternamente lado a lado,

começo e fim derramados em pacotes finitos de dados.


Tempestade de lembrança e vontade,

registos do que fora em algum tempo;

um ponto inteligente antes de tudo existir,

braço entrecortado carregando a beleza de todas as auroras.


Linha entre o mortal e o divino,

distância das distâncias, vazio poético;

livro escrito com o fogo sagrado da beleza,

olhar na curvatura dos sonhos incompreendidos.


Corpo imenso de asteróides romantizados,

o todo cravejado nos olhos inocentes de uma criança.

A suavidade de uma flor pequena e distinta,

o cosmos de joelhos diante de outro céu estrelado.


Autoria: Júlio Dalvorine  


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