segunda-feira, 17 de outubro de 2022

Olá meus queridos e queridas. Vamos a mais um poema?

 



JOVEM CAMPONESA


Como posso fingir que não percebo

Toda graça, delicadeza e jeito

Quando passa por mim cheirando a rosa

Essa linda e formosa camponesa.


Tudo fica mais colorido e o sol

Parece saltar fazendo gracejo

O céu mais azul ao vento sobeja

E as nuvens deslizam em caracol.


Fico à distância, não ouso contato

É bela demais, meu Deus quase santa!

Tenho desejo e a saudade não passa.


Morena faceira quem dera um beijo,

Mas o que fazer se sou vergonhoso

Também desgostoso longe de Márcia.


(Autoria: Júlio Dalvorine)

Todos os direitos autorais reservados

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segunda-feira, 10 de outubro de 2022

Saudações de paz meus queridos amigos. Vamos a mais um poema?

 


DESEJO DE DESEJAR


A fumaça do tempo

embriaga minhas lembranças.

O infinito se derrama para além de mim

bafejando novas galáxias.


Algo me chama, convida-me.

Ousadamente conhece o meu íntimo.

Que mistério pode haver antes de qualquer coisa?

Penso e, pensando me aborreço.


Mas é lindo o surgir das novidades,

tesouros dos sonhos bem guardados.

De minha janela imagino tudo que posso,

e o que não posso também imagino sossegado.


Bela e graciosa liberdade

minha prisão é a vontade.

O desejo de desejar o infinito que não me cabe.

De minha janela sou o único

que não sabe, saber o que se sabe.

De minha janela esquadrinho tudo que minha vista alcança,

e o que não alcanço completo com minha loucura tão sábia.


É a hora, e a hora é de contemplação.

Singular vastidão com rosto de espaço.

Em meus sonhos transcendo em versos

tudo que não conseguem físicos e matemáticos.

E no fim de tudo há uma nova canção

que já é velha para o coração que se mantem fechado.


(Autoria: poeta Júlio Dalvorine)

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sexta-feira, 7 de outubro de 2022

Poema: NATUREZA, MÃE DE TODOS-Júlio Dalvorine


NATUREZA, MÃE DE TODOS


Uma joaninha na folha do abacateiro.

O sol surgindo com seu manto dourado por inteiro.

O vento deslizando nos ares das manhãs fagueiras

trazendo para o mundo um aroma gostoso e perfumado.


Os pássaros felizes lustrando às penas.

A floresta colorida pelas flores prazenteiras.

E o córrego cristalino desabando na formosa cachoeira,

umedecendo o solo e refletindo o brilho das areias

às margens dos lagos azulados;

no rebolado engraçado das pequenas ondas de beleza cheias.


(Autoria: Júlio Dalvorine)

Todos os direitos autorais reservados

País: Brasil

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