terça-feira, 7 de fevereiro de 2023

Saudações nobres amigos. Vamos a mais um poema?


ETERNIDADE


Por que amada, por que amor tanta raiva?

Acaso não percebe o que se passa

Conosco, com nosso amor primoroso;

Que se desfolha mas nunca se acaba?


Acaso não sente no fundo d'alma,

Um fogo que arde e queima o peito aos poucos;

Tal qual Prometeus na árdua e velha sarça,

Acorrentado, subjugado e louco.


Acaso amor nem por um tempo breve,

Pondera em seu coração nem percebe,

Que seu poeta morre pouco a pouco?


Acaso amor, acaso sou passado;

Mero fantasma preso e condenado;

Sofrendo de solidão e desgosto.


(Autoria: poeta Júlio Dalvorine)

País: Brasil

Imagem meramente ilustrativa do Pinterest