Por que amada, por que amor tanta raiva?
Acaso não percebe o que se passa
Conosco, com nosso amor primoroso;
Que se desfolha mas nunca se acaba?
Acaso não sente no fundo d'alma,
Um fogo que arde e queima o peito aos poucos;
Tal qual Prometeus na árdua e velha sarça,
Acorrentado, subjugado e louco.
Acaso amor nem por um tempo breve,
Pondera em seu coração nem percebe,
Que seu poeta morre pouco a pouco?
Acaso amor, acaso sou passado;
Mero fantasma preso e condenado;
Sofrendo de solidão e desgosto.
(Autoria: poeta Júlio Dalvorine)
País: Brasil
Imagem meramente ilustrativa do Pinterest

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