segunda-feira, 10 de outubro de 2022

Saudações de paz meus queridos amigos. Vamos a mais um poema?

 


DESEJO DE DESEJAR


A fumaça do tempo

embriaga minhas lembranças.

O infinito se derrama para além de mim

bafejando novas galáxias.


Algo me chama, convida-me.

Ousadamente conhece o meu íntimo.

Que mistério pode haver antes de qualquer coisa?

Penso e, pensando me aborreço.


Mas é lindo o surgir das novidades,

tesouros dos sonhos bem guardados.

De minha janela imagino tudo que posso,

e o que não posso também imagino sossegado.


Bela e graciosa liberdade

minha prisão é a vontade.

O desejo de desejar o infinito que não me cabe.

De minha janela sou o único

que não sabe, saber o que se sabe.

De minha janela esquadrinho tudo que minha vista alcança,

e o que não alcanço completo com minha loucura tão sábia.


É a hora, e a hora é de contemplação.

Singular vastidão com rosto de espaço.

Em meus sonhos transcendo em versos

tudo que não conseguem físicos e matemáticos.

E no fim de tudo há uma nova canção

que já é velha para o coração que se mantem fechado.


(Autoria: poeta Júlio Dalvorine)

Imagem meramente ilustrativa do Pinterest

sexta-feira, 7 de outubro de 2022

Poema: NATUREZA, MÃE DE TODOS-Júlio Dalvorine


NATUREZA, MÃE DE TODOS


Uma joaninha na folha do abacateiro.

O sol surgindo com seu manto dourado por inteiro.

O vento deslizando nos ares das manhãs fagueiras

trazendo para o mundo um aroma gostoso e perfumado.


Os pássaros felizes lustrando às penas.

A floresta colorida pelas flores prazenteiras.

E o córrego cristalino desabando na formosa cachoeira,

umedecendo o solo e refletindo o brilho das areias

às margens dos lagos azulados;

no rebolado engraçado das pequenas ondas de beleza cheias.


(Autoria: Júlio Dalvorine)

Todos os direitos autorais reservados

País: Brasil

Imagem meramente ilustrativa do Pinterest
 

segunda-feira, 19 de setembro de 2022

Olá meus amigos e amigas saudações de paz e amor para todos. Segue abaixo mais um de meus poemas autorais:(POEMA DAS CORES). Espero que vocês apreciem. Grandrande abraço e vamos ao poema:

 


POEMA DAS CORES


Cores: azul, vermelho, amarelo, majestade.

Semblantes dos rastros celeste...

Oh, homem primeiro, qual o rumo do teu Oeste?


Verde, cinza, lilás, tempestades.

Criança que dorme o sono derradeiro

por que não se diverte?


O barco aos poucos se derrama

e os seres marinhos espreitam.

Ó fantasma que me assanha, confessa-me quem longe segue!


Preto, rosa, marrom, projeções.

Fosse o mundo uma carroça

qual dos céus abriam os portões?


Tudo e todos, todos e um

nos pincéis da existência

sempre haverá algo que não reluz!


(Autoria: poeta Júlio Dalvorine)

Todos os direitos autorais reservados

País: Brasil

Imagem meramente ilustrativa do Pinterest      

terça-feira, 30 de agosto de 2022

A ARTE DE NÃO SABER O QUE SE SABE- Poema de autoria de Júlio Dalvorine

 

A  ARTE DE NÃO SABER O QUE SE SABE


Toco na face do mundo

rabisco um destino diverso

emolduro galáxias distantes...


Dirá minha consciência, que desconheço

todo e qualquer lugar que não visitei.

E novamente poderei maliciosamente rir

de tudo que não conquistei.


Sabe-se-lá meu amigo, o que seja ser alguma coisa.

Sabe-se-lá meu inimigo qual a causa do meu sorriso indigesto e nervoso.


Meu olhar adora olhar às estrelas

e sou repetição de alguma ação que costura meus beijos ainda não nascidos.


Cometa canhestro de outros paraísos.

O ontem do hoje que nenhum amanhã fluirá.

E vou compor este poema para provar que sou

sol, lua e mar; e que na distância dos polos descansa o abismo do pensar de todas as pessoas.


No mais, tudo que antes era nunca mais será.

Fumaça e vento, temperamento, arte de brincar.

Choveu ouro nas rimas do velho arvoredo a balançar,

e quando faço segredo é porque não o soube revelar.

E tudo descansa quando me esqueço de sonhar e me transformo 

em lágrimas quando o vento sopra, vadio e brincalhão, do alto de uma torre que não sabe se acabar,

pois que nunca existiu nem nunca existirá.


A pedra esfolou os pés dos camponeses madrigais

e nenhum tempo haverá que não tenha conserto

se novamente no revirar dos joelhos sebentos

outros tantos desejos sob às plagas que vejo

de outras formas que o ser pequeno, humano e mortal

se pode pensar nas lâminas dos múltiplos

espelhos que sabe não saber haver tempo algum

em nenhum lugar que se não possa chegar sem

antes plenamente se conhecer como algo

sentenciado a ser novo o tempo inteiro.


(Autoria: Júlio Dalvorine)

País: Brasil

Imagem meramente ilustrativa do Pinterest