sábado, 20 de novembro de 2021

Olá meus queridos e queridas, é com muito carinho e respeito que apresento a vocês mais um poema autoral.

 


ALEGRES MOMENTOS


Que alegres campos

e que bosques floridos.

Já posso sentir o perfume da flora

e o sabor refrescante da terra comigo.


Sou um homem poeta

que se encanta com os mistérios da floresta antiga,

e sacia sua sede no regato que desliza

pelos segredos do meu ardoroso coração.


Ó já posso ver a linda Citereia

caprichosa em suas madeixas de ouro.

Ó já posso desvendar o meu tesouro,

num jovial emaranhado de versos sinceros.


Ouça lá, já posso ouvir o cantar dos pássaros

e a natureza toda alongando os braços,

cheia de amor acaricia meu abatido rosto de homem velho;

mas tudo valeu e vale a pena se é para elevar a alma

e fazer a todos sonhar nem que seja um pouquinho de coisas belas.


(Autoria: poeta Júlio Dalvorine)

Imagem meramente ilustrativa do Pinterest

quarta-feira, 20 de outubro de 2021

Olá pessoal, espero que esteja tudo bem com vocês. Segue a baixo mais um de meus poemas:

 

                                                                    Poeta Júlio Dalvorine


EM MEIO A NATUREZA


Na vida simples do campo

há um cheiro de relva fresca e a distância que faz sonhar.

A terra pura debulha-se em baixo dos pés da gente.


Na linha do horizonte um azul quase sumido

engole todo o universo desconhecido e irmão.

Tudo é diferente quando estamos frente a frente com a natureza.


Que perfume bom vem dos frondosos sassafrases.

Há em minha volta milhares de pássaros coloridos

e outras tantas espécies de animais que chego a não conhecer.


Escolho um barranco para me encostar e descansar um pouco

e parece que ouço a voz do vento a me dizer sonoro e rouco,

coisas engraçadas e secretas de outras pessoas, outros mundos.


Não sei explicar direito muito bem o que sinto,

é um encontro de comigo para comigo.

É um voltar a infância e não precisar saber de todas as coisas.


Da vontade de voar, de ser um pouco de tudo que existe.

E lá vou eu à beira da floresta com grotas, palmeiras e mosquitos.

E minha avó sai da cova com seu vestido cheio de velhas lendas.


Mas não é coisa de dar medo,

é mais um gostoso segredo da natureza que me preenche por dentro

e faz com que eu esqueça de mim e me torne um dia inteiro de sol, calmo e feliz.


(Autoria: poeta Júlio Dalvorine)