Poeta Júlio Dalvorine
EM MEIO A NATUREZA
Na vida simples do campo
há um cheiro de relva fresca e a distância que faz sonhar.
A terra pura debulha-se em baixo dos pés da gente.
Na linha do horizonte um azul quase sumido
engole todo o universo desconhecido e irmão.
Tudo é diferente quando estamos frente a frente com a natureza.
Que perfume bom vem dos frondosos sassafrases.
Há em minha volta milhares de pássaros coloridos
e outras tantas espécies de animais que chego a não conhecer.
Escolho um barranco para me encostar e descansar um pouco
e parece que ouço a voz do vento a me dizer sonoro e rouco,
coisas engraçadas e secretas de outras pessoas, outros mundos.
Não sei explicar direito muito bem o que sinto,
é um encontro de comigo para comigo.
É um voltar a infância e não precisar saber de todas as coisas.
Da vontade de voar, de ser um pouco de tudo que existe.
E lá vou eu à beira da floresta com grotas, palmeiras e mosquitos.
E minha avó sai da cova com seu vestido cheio de velhas lendas.
Mas não é coisa de dar medo,
é mais um gostoso segredo da natureza que me preenche por dentro
e faz com que eu esqueça de mim e me torne um dia inteiro de sol, calmo e feliz.
(Autoria: poeta Júlio Dalvorine)
Nenhum comentário:
Postar um comentário