domingo, 10 de outubro de 2021

O abismo das coisas - Poema de autoria do poeta Júlio Dalvorine

Fragmento do livro:("O SEXTO SENTIDO" de autoria de Richet 1850-1935

 


         " O mundo real emite vibrações em torno de nós. Algumas são percebidas pelos nossos sentidos; outras, não perceptíveis a nossos sentidos, são apanhadas pelos nossos aparelhos de física; mas há ainda outras, não recebidas pelos nossos sentidos nem pelos nossos aparelhos de física, que agem sobre certas inteligências humanas, revelando-lhes  fragmentos da realidade.

        Certamente ainda existem outras, que nem nossos sentidos, nem nossos aparelhos de física, nem nenhum sexto sentido são, nem serão, capazes de receber."

 

quarta-feira, 6 de outubro de 2021

A FLOR DO MEU JARDIM

 



A FLOR DO MEU JARDIM


Procurei sob o luar dourado

a flor do meu jardim.

Vaguei por montanhas

enfrentei perigos cruéis na alma.


Visitei cavernas assombradas,

tive sonhos e premonições

de que talvez num prado distante e encantado,

eu encontrasse a flor do meu jardim.


Visitei no céu as estrelas

e almocei na casa do sol.

Fiz promessas e chorou meu coração

ao ver que não encontrava a flor do meu jardim.


O mar apagou com suas ondas

os rastros que deixei para trás.

Desesperado procurei pelo mundo inteiro apavorado

a flor do meu jardim.


Até que adormeci na cama dos séculos

e vieram outras estações sobre mim.

Um leve toque apalpou meu rosto e qual não fora minha surpresa ao perceber

que tudo que eu conhecia de beleza, era a flor do meu jardim!


(Autoria: poeta Júlio Dalvorine

Imagem meramente ilustrativa do Pinterest

 

segunda-feira, 27 de setembro de 2021

Olá, sou o poeta Júlio Dalvorine e este é mais um de meus poemas autorais. Espero que apreciem!

 


NOVIDADES


Tragam-me o novo, o claro renovado.

O agora é o que tenho a me sorrir e estou satisfeito.

E só de pilhérias abotoo minha casaca.

Tragam-me o novo, rasguem minhas carnes velhas

os chacais turbulentos do desgosto.


Não tenho compromisso com ninguém;

como poderia se sou todo o universo?

e por mim dentro há uma fileira de desgraçados.

E lá no fundo bem que gosto de ser diverso.


Tragam-me o novo, novinho em folha

com suas lâminas afiadas.

Tudo mais é uma cobra mal matada;

um dragão tatuado pelo corpo inteiro.


Quebrem o alfabeto e todos os idiomas.

Façam fogueiras de diplomas.

Derrubem a grande pirâmide sagrada.

Deem boas vindas à todas as tempestades que devastam.

Sejam novos, novinhos na imensidão de suas eiras,

e que morra a velhice de forma gostosa e sossegada.


Tragam-me o novo para que eu renasça,

no corpo redondo de um trágico espelho.


(Autoria: poeta Júlio Dalvorine)