Sob o céu estrelado do cruzeiro do sul,
vejo cometas dispersos que seguem para lugar nenhum.
Vejo a lua com sua linda face prateada,
eterna namorada de homem algum.
E as distantes galáxias cordelizam poemas,
no coração imortal do sem fim.
Minhas ambições tão pequenas,
minhas danças, meu silêncio estúpido.
E mais além algo me distrai bruscamente,
virando-me do avesso em meus ideais.
E as enormes asas do sistema solar penteiam o meu cabelo,
e minha alma se enamora de todas as estrelas.
Pedaços da minha infância ainda me aconselham,
e minha vida é passagem para o grande corpo de tudo.
(Autoria: poeta Júlio Dalvorine)

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