NOITE AMANHECIDA
Estou apaixonado pelo entardecer,
suave entardecer das minhas ânsias.
Debruçado no peitoril da janela
derramo lágrimas incompreendidas de esperança.
Meus sonhos, meus gritos extravagantes,
e lá longe sinto que algo me chama.
Talvez em algum ponto, em algum momento,
eu me encontre novamente correndo para o grande lago azul.
O meu olhar de fato está perdido na imensidão,
passado, presente e futuro se derramam nas minhas preces pálidas.
Não tenho culpa, ninguém tem culpa,
são simplesmente formas meramente caducas de dizer um olá especial para o que existe fora de mim.
Apenas sei que estou sendo arrastado
para o grande enigma em que transcendo feito todos os homens do meu tempo.
E minhas palavras impressionam as pedras,
e meu caminho está sempre se refazendo na noite amanhecida, que não tem fim.
(Autoria: poeta Júlio Dalvorine

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