AMANHECER NO JARDIM
Diversas flores no campo,
roseirais por todo o jardim;
minha amada olha que belos jasmins,
bétulas e, primorosas cerejas.
Toda a perfeição da natureza,
colibris, rouxinóis, framboesas;
mais a baixo, graciosas Melissas,
dão forma e movimento ao vento que graceja.
É a hora nona do dia,
o encanto sagrado do amanhecer;
olha amada, que a primavera se inicia,
pincelando com todo cuidado, os férteis canteiros.
O sereno ainda respinga nos galhos,
e o beija-flor azulado vem adocicar o bico;
e borboletas derramam nos ares,
suas esplêndidas cores no infinito.
Olha amada, ali na terra, repousando,
o velho jacarandá e, em sua copa cantam os canarinhos,
da cor do ouro resplandecente;
talvez construindo ninhos, assim como espalham sementes.
Minha amada, por todo esse encanto, essa alegria,
em meio dessas cores renovadas,
receba esse poema que surgiu como um beijo em sua alma;
eternamente jovem, alma de menina.
Autoria: poeta Júlio Dalvorine

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