CUCA QUENTE
Deixe que os dias comentem...
severas opiniões sem cores vibrantes.
Ainda ontem novas verdades surgiram,
relances que dispersam... sonoridades.
Nas ruas coisas comuns acontecem:
um homem de bicicleta, um carro vermelho,
dentro da casa olhos no espelho choram;
noutra parte uma floresta pega fogo "por acaso!".
E a vida não é mais que uma tv nova,
ou um par de sapatos italianos...
A força de tudo está num novo comercial,
ou numa sacada de investimento que vem do exterior.
Qual poesia sobrevive a um Rolex?
Qual recusa resiste a uma Ferrari?
Valores, valores e mais valores;
e o mundo acontecendo, à beira de uma revolução do espírito.
Autoria: poeta Júlio Dalvorine

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