terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

Olá meus queridos visitantes, sou o poeta Júlio Dalvorine e compus mais este poema:

 ENROLA  LÍNGUA


Corre no rio que cruza que cria que chama de luar,

corre na rua no fim da falua a direita de lá;

sobe no morro ao pé do caroço a direita de tudo por lá,

o pouco de poucos no cálculo de física ao binômio nuclear.


O feixe desajeitado de palha que come limalha a sobrar,

e ela prossegue alheia ao bom conselho do velho solar,

carrossel da infância nos olhos brilhantes do menino e da menina;

pois a vida é isso, toma lá da cá que o resto todos podem adivinhar.


Bruxa assombrada do conto de fada que não perde o lugar,

um acento, uma rima, um dilema e a fórmula está pronta;

bolinhas de gúdes azuis, verdes rajadas feito nuvens no ar,

e dança na estrada à beira de um castelo de heras para se contar.


Idioma que soma na língua esquisita do verso doido da lá,

era jovem na pequena cidade branca na colina mais longe que há,

e o sorriso do mundo faz tudo só não faz parar de chorar,

e o carro extrapola a hora marcada em cada ato de contar.


Virou-se do avesso o beijo adocicado do mel de arapuá,

que o lenhador do destino fugira seguindo seus sonhos;

terra vermelha que colhe poeira à beira de qualquer lugar,

e o sentido de tudo perdeu-se de teimoso por não saber escutar.


Prendeu-se os bois na canga e o carro partira ao toque do tempo,

sofrimento secreto que se esconde no bolso jeans da calça azul;

tempestade fantasma ao meio dia na encosta medonha da serra,

lembrança guardada na língua da moça mais bonita que há.


Poeminha inocente que de repente autoescreve-se na mesa,

surpresa no golpe dos pés e das mãos no belo salão cor do sol,

de tudo um pouco e o palhaço entristece e logo emudece no grande circo;

panteão de milhares de sorrisos que se perdem aos poucos aqui e acolá.


Autoria: Poeta Júlio Dalvorine


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