VÉU DE MAIA
Mesmo diante de furacões
havia sensação de liberdade.
A euforia da caminhada era atuante
e os sentidos dislexos do destino
tornavam relevantes qualquer ação de fuga.
Os olhos do mundo queriam enxergar,
descerravam suas cortinas de cílios;
e o alfato da existência era dissonante,
convencendo-se de que nem tudo vale a pena;
e que o valor das coisas, são as próprias coisas recorrentes.
Autoria: poeta Júlio Dalvorine

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