terça-feira, 26 de janeiro de 2021

No Canal: MUNDO CULTURAL sempre os melhores poemas

 GRANDEZAS VARIÁVEIS


Que o meu pote possa conter alegria e tristeza,

ou talvez alegria e tristeza sejam o meu próprio pote.

O mesmo dá-se com a harmonia da música que ouvimos,

que força elétrons e átomos a formarem novas moléculas.


Cédulas que compram a si mesmas em ambiguídade,

na disparidade de qualquer valor que se compre;

de fato tudo é frequência, ondas que se compensam

acima e abaixo no universo na reversidade da vida.


Pura ressonância de vontade proferida,

elixir da alma que se devora na força das potências;

almanaque cósmico que o elétron único descreve

em camadas segredadas de Alfa e Ômega.


Formações malucas de sabedoria natural,

todo real contido no irreal de cada vontade.

Trapézio no grande círculo do infinito das coisas,

sendo ele mesmo e outras pessoas análogas.


Formações conceituais de novas descobertas,

lençóis intergalácticos das fronteiras do universo.

Todos sentados à mesa emitindo pensamentos complexos

que contornam todos os corpos criando o inesistível.


Sóis de várias idades nascendo e morrendo sempre,

e o eterno se autocriticando e tendo início;

feito serpente que engole sua própria cauda,

luz e escuridão num mesmo corpo ao mesmo tempo diverso.


Criança que se torna velha para sentir-se novamente criança.

O ir e voltar no mesmo espaço tempo se encontrando.

O caminho das uvas que leva somente ao deserto,

o errado e o certo se alternando para formar o verbo da criação.


Autoria: Júlio Dalvorine

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