GRANDEZAS VARIÁVEIS
Que o meu pote possa conter alegria e tristeza,
ou talvez alegria e tristeza sejam o meu próprio pote.
O mesmo dá-se com a harmonia da música que ouvimos,
que força elétrons e átomos a formarem novas moléculas.
Cédulas que compram a si mesmas em ambiguídade,
na disparidade de qualquer valor que se compre;
de fato tudo é frequência, ondas que se compensam
acima e abaixo no universo na reversidade da vida.
Pura ressonância de vontade proferida,
elixir da alma que se devora na força das potências;
almanaque cósmico que o elétron único descreve
em camadas segredadas de Alfa e Ômega.
Formações malucas de sabedoria natural,
todo real contido no irreal de cada vontade.
Trapézio no grande círculo do infinito das coisas,
sendo ele mesmo e outras pessoas análogas.
Formações conceituais de novas descobertas,
lençóis intergalácticos das fronteiras do universo.
Todos sentados à mesa emitindo pensamentos complexos
que contornam todos os corpos criando o inesistível.
Sóis de várias idades nascendo e morrendo sempre,
e o eterno se autocriticando e tendo início;
feito serpente que engole sua própria cauda,
luz e escuridão num mesmo corpo ao mesmo tempo diverso.
Criança que se torna velha para sentir-se novamente criança.
O ir e voltar no mesmo espaço tempo se encontrando.
O caminho das uvas que leva somente ao deserto,
o errado e o certo se alternando para formar o verbo da criação.
Autoria: Júlio Dalvorine
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