Olho e vejo qualquer coisa
que arremete-me a um lugar que nunca fui.
Talvez eu seja o indesejado de todos os desejos
e minha barca está encalhada no rio dos pensamentos inúteis.
O universo olha-me e não me reconhece.
Talvez por um prisma sou todo espelho,
todo grito, todo espanto, todo recomeço.
Quando olho do alto percebo à plenitude de um mundo que não concebo.
O pássaro, o sol, a lua e todas as tempestades
temperam às páginas do livro que ainda não fora feito.
A música das galáxias rege às estrelas,
e me distribuo por onde passo me recolhendo e
me expandindo no coração de todas às coisas
que ainda não existem para aqueles que sempre estiveram dormindo.
(Autoria: poeta Júlio Dalvorine)
País: Brasil
Imagem meramente ilustrativa do Pinterest




